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quinta-feira, 26 de março de 2015

Intérpretes-sombra: por um teatro para todos.

Ainda são raros, no país, os espetáculos teatrais acessíveis para o publico surdo. Mesmo as “sessões acessíveis”, com interpretação em língua gestual (em datas e horários estipulados) e legendagem (projetada na parede, em telas afixadas sobre o assento ou em óculos especiais), são criticadas por muitos – sobretudo por deslocarem a atenção do espectador surdo para fora do palco. Levando isso em conta, um modelo de tradução/interpretação em língua de sinais traz às comunidades surdas uma nova (e prazerosa!) forma de se fruir apresentações de teatro: os intérpretes sombras. Nos Estados Unidos, o Terp Theatre é bastante conhecido por tornar, com seus intérpretes-atores, peças mais acessíveis. “A equipe do Terp Theatre é especializada eminterpretação-sombra: ao invés de interpretarem fora do palco, eles atuam no tablado e se movimentam entre os atores. Os intérpretes fazem uso de figurinos e se fundem ao elenco. O resultado? Eles se tornam parte do universo cênico. Espectadores surdos podem fruir, de fato, o espetáculo, além de muitos ouvintes relatarem que ainterpretação-sombra provoca menos distrações que a presença de um intérprete ao lado do palco ou na platéia. Quando os intérpretes são parte do show, todos podem aproveitar, ao mesmo tempo, a apresentação” (retirado do site do Terp Theatre). Abaixo, vídeo sobre o Terp Theatre . Para assistir a outro vídeo, clique aqui
Créditos:culturaSurda.net byHugo Eiji.
Fonte: Therptheatre


Curiosidade! Se pais Surdos quiserem registrar seus filhos em suas línguas nativas, a língua de sinais, o nome gestual será aceito pelo cartório? Pela primeira vez, no Reino Unido, um bebê surdo foi registrado com seu sinal pessoal. Na certidão de nascimento da pequenina Hazel Lichy, um nome bastante improvável consta entre os outros: Hazel UbOtDDstarL Holly Eileen Garfield Lichy. Saiba mais!!!

Pela primeira vez, no Reino Unido, um bebê surdo foi registrado com seu sinal pessoal. Na certidão de nascimento da pequenina Hazel Lichy, um nome bastante improvável consta entre os outros: Hazel UbOtDDstarL Holly Eileen Garfield Lichy. UbOtDDstarL? No sistema de notação escolhido, a letra [U] indica a região do queixo, onde se articula o sinal; [bO], ou “baby O”, faz menção a uma configuração de mão composta por polegar e indicador, a formar um “pequeno o”; [tD] refere-se à orientação do sinal: palma da mão virada para o sinalizador; [Dstar] indica o movimento de abertura das mãos; [L] ilustra a configuração final, em formato de “L”. O nome gestual dado à Hazel por seus pais, Tomato Lichy e Paula Garfield (também surdos), evidencia mais uma conquista das comunidades surdas britânicas: se familiares ouvintes podem registrar seus filhos em suas línguas nativas (no caso, o inglês), não poderão pais surdos fazer o mesmo? “O nome gestual de minha filha foi escolhido porque sua primeira expressão foi um sorriso (…) e não há como traduzir isto, perfeitamente, para o inglês”, diz Paula, justificando a escolha do sinal (bastante similar a “sorriso”, em Libras) com que batizou seu bebê. No entanto, o processo não foi simples: em uma primeira tentativa, o registro foi negado, o que fez com que o casal acionasse um advogado para recorrer a seus direitos legais, efetivados ao fim. A insistência valeu um feito inédito, talvez o primeiro de muitos, que devolve à língua de sinais o seu valor linguístico, histórico, cultural e, claro, afetivo – basta olhar para o simpático sorriso da pequena Hazel UbOtDDstarL para logo compreender seu nome (fonte: DailyMail). Para assistir a uma reportagem sobre UbOtDDstarL produzida pelo canal BSL Zone, clique aqui.
Créditos:culturaSurda.net byHugo Eiji.
Fonte: http://www.bslzone.co.uk/
 Hazel Lichy

Surdez na mídia:MGTV – As barreiras do silêncio

Apresentada no noticiário MGTV Primeira Edição (TV Integração / Rede Globo), a série “As barreiras do silêncio” abordou, durante uma semana inteira, assuntos ligados à surdez – entre eles, a Língua de Sinais Brasileira, a formação básica e o ingresso de pessoas surdas no ensino superior, os desafios enfrentados no cotidiano (a desinformação e o senso comum, o preconceito, a falta de acesso à saúde pública, as barreiras de comunicação, o não cumprimento de leis, etc.), as relações com familiares, entre outros. A série está disponível na internet em várias partes – clique abaixo para assistir a elas.
Créditos:culturaSurda.net byHugo Eiji.
Fonte:serie as barreirasdosilencio
As barreiras do silêncio

Curiosidade! Com sinais do alfabeto manual/dactilológico (com letras de A a Z) e numerais (de 0 a 9), a fonte Libras2002 permite brincar com a língua de sinais em programas do pacote Office, Adobe, etc. Faça download!

Para além das tipologias tradicionais, como a Times New Roman (criada na década de 1930 para o jornal londrino The Times), a Helvetica (uma das mais populares do século XX, criada na década de 1950) ou a Arial, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) figura entre as milhares de fontes disponíveis para uso em editores de texto. Com sinais do alfabeto manual/dactilológico (com letras de A a Z) e numerais (de 0 a 9), a fonte Libras2002 permite brincar com a língua gestual em programas do pacote Office, Adobe, etc. Para baixar a fonte, clique no link abaixo (disponível em icrvb.com), salve o arquivo, abra-o em seu computador e clique em “Instalar”.
Fonte Libras2002
Créditos:culturasurda.net by Hugo Eiji.

Eventos/ Notícias I Encontro Nacional de Surdos e Surdas. Saiba mais!

Nos dias 25 e 26 de junho de 2015 um grande evento mobilizará as comunidades surdas do centro-oeste brasileiro: o 1º Encontro Nacional de Surdos e Surdas. Com a participação de surdos(as) e ouvintes de todo o país, o encontro terá como objetivo revisitar políticas públicas municipais, estaduais e federais (nas áreas da educação, saúde, mercado de trabalho, comunicação, etc.) e, a partir delas, traçar diretrizes que contemplem as demandas do povo surdo do Brasil. Além de autoridades locais (como George Hilton, ministro dos Esportes, Gustavo Perazzolo, presidente da Confederação Brasileira de Desportos dos Surdos, e Marcus Calixto, presidente da ASG) e internacionais (como Collin Allen, presidente da WFD), estarão no encontro pesquisadores, ativistas, profissionais e outros tantos interessados pelo tema. Para saber mais informações, visite a página oficial do evento, clique aqui.
Fonte: http://www.1enssgo.com.br/
 Encontro Nacional de Surdos

No programa "Em Discussão", temas como educação de surdos e línguas de sinais são abordados por especialistas.


Em discussão – Ensino em Libras


A  partir dos Projetos de Lei 234 e 235/2008, que tornam obrigatória a presença de tradutores/intérpretes de Libras em faculdades, universidades e escolas públicas do estado de São Paulo, o programa “Em Discussão” (TV ALESP) realizou uma conversa com Cristiane Calciolari (fonoaudióloga clínica), Teresa Messeder Andion (psicopedagoga clínica e institucional) e Bruno Ramos da Silva (pedagogo e instrutor de Libras) para tratar de um assunto “que envolve diretamente quase 10 milhões de brasileiros: a deficiência auditiva”. Temas como inclusão, acesso à educação, dificuldades e preconceito estiveram presentes nas falas – e sinais – dos convidados, com mediação da jornalista Ana Kalyne.
Créditos:culturaSurda.net byHugo Eiji.
Fonte:Youtube.com

Surdez na mídia: Já imaginou como era ser Surdo na década de 1980 no Brasil ?

Como era ser surdo na década de 1980, no Brasil? Escolas oralistas, Comunicação Total, Libras? O que se falava sobre a surdez à época? Assista a uma matéria do programa Fantástico, sobre surdos, exibida em 1987. Uma reportagem saudosa e interessante, com legendas!
Em um domingo de agosto de 1987, há quase trinta anos, a surdez ganhou destaque em uma reportagem exibida pelo Fantástico. Por meio de entrevistas com surdos e familiares, o programa abordou, de forma breve, questões relacionadas à educação, trabalho, cotidiano, etc., deixando transparecer algumas das práticas e discursos dominantes sobre a surdez à época. Um interessante (e saudoso) retrato sobre ser surdo no final da década de 1980 no país.
Créditos:Hugo Eiji./ culturasurda.net