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sábado, 19 de maio de 2012

Greve Dos Professores em Busca de seus direitos:Lei do Piso.

A diretora do Sinte-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina) Tânia Sagaça garantiu na manhã de terça-feira ao NDonline que a greve de professores estaduais convocada para quarta-feira (18) está mantida. Desde segunda-feira (16), os professores se mobilizam dando apenas três horas de aula.amobiA mobilização deve começar às 14h na frente da Catedral metropolitana, em Florianópolis. O sindicato informou que espera adesão de 70% da categoria.
Nova reunião entre o sindicato e gestores do governo foi realizada na manhã desta terça-feira, mas não houve acordo. Segundo Tânia, porém, qualquer que tivesse sido o resultado deste encontro, a decisão da assembleia da categoria é soberana, e a greve estaria mantida.
A categoria pressiona o governador Raimundo Colombo para a implantação do piso salarial nacional no Estado, aprovado como lei pelo Supremo Tribunal Federal em 2009. Os professores catarinenses recebem mensalmente hoje R$ 609,46. O piso nacional definido pelo Mec (Ministério da Educação) é de R$ 1.187,08, mas o Sinte-SC reivindica o piso com reajuste retroativo aos dois anos, que chega a R$ 1.597,87.
A greve foi definida em assembleia no dia 11 em Florianopolis. Depois da reunião, no CentroSul, os professores saíram em passeata pelas ruas do Centro da cidade, causando confusão no trânsito.

Novidades para vocês....



Pessoal o Novo Deit-Libras é uma extensão e um desdobramento do único e pioneiro Dicionário da Língua de Sinais Brasileira (Libras), livro ganhador do Prêmio Jabuti 2002 na categoria de Educação e Psicologia. Esta nova versão, atualizada conforme o novo acordo ortográfico, baseia-se no paradigma de linguística e neurociências cognitivas, que fomenta o engajamento compreensivo e a articulação de processamento pelos hemisférios esquerdo e direito, além do cerebelo. O dicionário apresenta o dobro de sinais em relação à versão anterior: são 14 mil verbetes em português que correspondem aos 9.828 sinais de Libras e 56 mil verbetes em inglês, correspondentes aos verbetes em português. A obra também apresenta a classificação gramatical dos verbetes, descrição escrita da forma e do significado dos sinais, exemplos de uso e ilustrações gráficas dos verbetes. Os leitores ainda podem contar com a ajuda de um índice semântico que agrupa os verbetes em temas. Seu valor ainda continua alto, em torno de uns 500,00 rs.Mas vale a pena muito bom.
Título: Novo Deit-Libras - Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue (2 vols.)
Subtítulo: Língua de Sinais Brasileira (Libras) - Português / Inglês / Libras
Autor: Aline Cristina L. Mauricio, Fernando César CapovillaWalkiria Duarte Raphael
Editora: Edusp
Edição: 1
Ano: 2010
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 2460 página.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O PAPEL DE UM INTÉRPRETE


O intérprete da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), bem como qualquer outro intérprete, precisa ter o domínio dos sinais e principalmente da língua falada do seu país, no nosso caso, o Português.
A nossa sociedade é feita de ouvintes e para ouvintes, na qual os surdos são minoria, por isso, o intérprete é uma peça fundamental para união dos dois mundos envolvidos: surdo e ouvinte. Temos visto que na maioria das vezes a comunidade surda não tem o direito de exercer a sua cidadania, sem participar das atividades sociais, educacionais, culturais e políticas do país devido à ausência do intérprete.
O intérprete atua nas diversas situações em que a interação entre surdos e ouvintes, que não sinalizam, seja exigida, sendo mediador entre as comunidades surdas e ouvinte. As áreas de atuação do intérprete de Libras são, em sua maior parte, em eventos (palestras em congressos, seminários, fóruns, encontros), instituições de ensino, área médica e judiciária.
Infelizmente, temos visto grandes erros no meio desses profissionais, principalmente por não conhecerem o vocabulário de sua própria língua materna, a língua portuguesa, acabam fazendo um Português Sinalizado sem respeitar as estruturas de cada uma.
Tem-se falado bastante nos tempos atuais sobre a inclusão, mas o que vemos, na realidade, é uma grande exclusão, pois muitas das instituições ainda negam o acesso do cidadão surdo ao conhecimento, ou seja, negam a contratação do intérprete. Escolas, faculdades, empresas, serviços públicos necessitam urgente da presença desse intérprete.
Alguns itens são muito importantes para a atuação de um intérprete, como por exemplo, ter uma formação específica, ética profissional, fidelidade à interpretação, imparcialidade e discrição em todos os sentidos.
A ação desse profissional é uma ferramenta riquíssima na integração e valorização dessas pessoas surdas, por isso, o maior aprendizado não vem apenas de um curso de LIBRAS, mas principalmente, do contato diário com a comunidade surda, conhecendo toda uma cultura que envolve o ser surdo.

SOMOS TODOS DIFERENTES

quinta-feira, 10 de março de 2011

LEIS ACESSIBILIDADE

RESOLUÇÃO No 509, DE 14 DE AGOSTO DE 2008
Aprova o Regulamento da Central de Intermediação de Comunicação telefônica a ser utilizada por pessoas com deficiência auditiva ou da fala – CIC 142.

DECRETO 6.523/2008Dispões sobre a obrigatoriedade do acesso das pessoas com deficiência auditiva ou de fala ao SAC, em caráter preferencial, tendo para isso que possuir equipamento próprio.

DECRETO Nº 6.039
7 de fevereiro de 2007

Aprova o Plano de Metas para a Universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado em Instituições de Assistência às Pessoas com Deficiência Auditiva.

DECRETO Nº 4.769, 27 de junho de 2003
Aprova o Plano Geral de Metas para a Universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado Prestado no Regime Público - PGMU, e dá outras providências.

LEI No 10.048
8 de novembro de 2000
Dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e dá outras providências.

LEI Nº 7.405
12 de novembro de 1985
Torna obrigatória a colocação do Símbolo Internacional de Acesso em todos os locais e serviços que permitam sua utilização por pessoas portadoras de deficiência e dá outras providências.

LEI Nº 7.853
24 de outubro de 1989
Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - Corde, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes, e dá outras providências.

LEI Nº 8.160
8 de janeiro de 1991
Dispõe sobre a caracterização de símbolo que permita a identificação de pessoas portadoras de deficiência auditiva.

DECRETO Nº 2.592
15 de maio de 1998
Aprova o Plano Geral de Metas para a Universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado Prestado no Regime Público.

LEI Nº 9.998
17 de agosto de 2000
Resumo: Institui o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações.

NORMAS DA ABNT

NBR NM 313
02 de julho de 2007 - Elevadores de passageiros - Requisitos de segurança para construção e instalação - Requisitos particulares para a acessibilidade das pessoas, incluindo pessoas com deficiência

NBR 9.050
31 de maio de 2004 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

NBR 12.517
02 de março de 1993 - Símbolos gráficos para projetos de controle de acesso físico.

NBR 14.020
01 de dezembro de 1997 - Acessibilidade à pessoa portadora de deficiência -Trem de longo percurso.

NBR 14.021
30 de junho de 2005 - Acessibilidade no sistema de trem urbano ou metropolitano.

NBR 14.022
20 de fevereiro de 2009 - Acessibilidade em veículos de características urbanas para o transporte coletivo de passageiros.

NBR 14.273
30 de janeiro de 1999 - Acessibilidade da pessoa portadora de deficiência no transporte aéreo comercial.

NBR 14.970-1
02 de julho de 2003 - Acessibilidade em veículos automotores - Parte 1: Requisitos de dirigibilidade.

NBR 14.970-2
30 de julho de 2003 - Acessibilidade em veículos automotores - Parte 2: Diretrizes para avaliação clínica de condutor com mobilidade reduzida.

NBR 14.970-3
02 de julho de 2003 - Acessibilidade em veículos automotores - Parte 3: Diretrizes para avaliação da dirigibilidade do condutor com mobilidade reduzida em veículo automotor apropriado automotor apropriado.

NBR 15.250
30 de março de 2005 - Acessibilidade em caixa de autoatendimento bancário.

NBR 15.290
30 de outubro de 2005 - Acessibilidade em comunicação na televisão.

NBR 15.320
30 de dezembro de 2005 - Acessibilidade à pessoa com deficiência no transporte rodoviário.

NBR 15.450
01 de dezembro de 2006 - Acessibilidade de passageiros no sistema de transporte aquaviário

NBR 15.570
20 de fevereiro de 2009 - Especificações técnicas para fabricação de veículos de características urbanas para transporte coletivo de passageiros.

NBR 15.599
25 de agosto de 2008 - Comunicação na prestação de serviços.
Elevador de acesso à estação do metrô, na Avenida Paulista, em São Paulo: acerto

NBR 15.646
15 de dezembro de 2008 -Plataforma elevatória veicular e rampa de acesso veicular para acessibilidade em veículos com características urbanas para o transporte coletivo de passageiros -Requisitos de desempenho, projeto, instalação e manutenção.

SURDOS NO BRASIL

O Brasil possui 5,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva ou surdez

*Segundo o IBGE no senso 2000, 24,5 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de deficiência, sendo 14,5% da população total.

• Dentre eles, 4,6 milhões possuem deficiência auditiva e 1,1 milhão são surdas, totalizando aproximadamente 5,7 milhões de pessoas.

Conceito e Classificação da Deficiência Auditiva

Denomina-se deficiência auditiva a diminuição da capacidade de percepção normal dos sons, sendo considerado surdo o indivíduo cuja audição não é funcional na vida comum, e parcialmente surdo, aquele cuja audição, ainda que deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva.

Pelo menos uma em cada mil crianças nasce profundamente surda. Muitas pessoas desenvolvem problemas auditivos ao longo da vida, por causa de acidentes ou doenças.

Existem dois tipos principais de problemas auditivos. O primeiro afeta o ouvido externo ou médio e provoca dificuldades auditivas "condutivas" (também denominadas de "transmissão"), normalmente tratáveis e curáveis. O outro tipo envolve o ouvido interno ou o nervo auditivo. Chama-se surdez neurossensorial.

A deficiência auditiva pode ser classificada como deficiência de transmissão, quando o problema se localiza no ouvido externo ou médio (nesse caso, o prognóstico costuma ser excelente); mista, quando o problema se localiza no ouvido médio e interno, e sensorioneural (neurossensorial), quando se origina no ouvido interno e no nervo auditivo. Infelizmente, esse tipo de surdez em geral é irreversível. A surdez condutiva faz perder o volume sonoro: é como tentar entender alguém que fala muito baixo ou está muito longe. A surdez neurossensorial corta o volume sonoro e também distorce os sons. Essa interpretação descoordenada de sons é um sintoma típico de doenças do ouvido interno.

Fonte: Deficiência Auditiva / organizado por  Giuseppe Rinaldi et al. - Brasília: SEESP, 1997.  VI. - (série Atualidades Pedagógicas; n. 4)  MEC

Causas da Surdez

Pode ser transmitida geneticamente ao bebê ainda na gestação, por infecções como rubéola, sarampo, ou doenças (diabetes, doença cardiovascular), traumas, ingestão de medicamentos, ácool ou drogas, incompatibilidade sanguínea entre o feto e a mãe ou falta de alimentação.

Como consequência pode aparecer uma malformação ou um mau funcionamento no sistema auditivo do feto, que pode manifestar-se até aos 3 anos de idade.

Pode também ser provocada por um parto prematuro ou por má circulação do sangue, problemas com a anestesia ou traumatismos obstétricos.

Na criança, o risco de surdez também está ligado à hereditariedade ou a complicações de saúde, tais como infecções (meningite, otite, encefalite, hepatite, varicela, sarampo, papeira, malária), doenças, traumatismos cranianos ou aústicos ou medicação ototóxicos (alguns antibióticos, como a estreptomicina, a gentamicina, drogas usadas na quimioterapia).

Já na idade adulta, a surdez ocorre em vítimas de acidentes de trânsito ou de trabalho.

Graus de Surdez

- Leve – entre 20 e 40 dB
- Média – entre 40 e 70 dB
- Severa – entre 70 e 90 dB
- Profunda – mais de 90 dB
• 1º Grau: 90 dB
• 2º Grau: entre 90 e 100 dB
• 3º Grau: mais de 100 dB

Mais informações censitárias sobre os surdos no Brasil, baixe o arquivo: