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quinta-feira, 26 de março de 2015

CRIAR UMA CRIANÇA SURDA FAZ O MUNDO SOAR DIFERENTE

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Quando descobri que meu filho não podia ouvir, percebi que na verdade era eu que não estava, de fato, escutando.

Antes que meu filho mais novo, Alex, fizesse dois anos, nós descobrimos que ele tinha uma perda auditiva significativa que tendia a piorar. Algumas semanas mais tarde, me vi no ginásio da escola que meus outros dois filhos frequentavam. Estive nesse ginásio dezenas de vezes para vários eventos – aplaudindo e torcendo, conversando com outros pais e então seguindo em frente com o resto do meu dia.  Nesta manhã, minha rotina foi abalada. O barulho das crianças ecoou das arquibancadas. Quando as crianças quietas pegavam o microfone era difícil ouvi-las.Tudo isso era normal, mas eu nunca tinha notado antes. Agora, eu estava ouvindo o mundo de um jeito diferente, imaginando-o através dos ouvidos – e dos aparelhos auditivos – do Alex, que um dia poderia ser um estudante aqui. Ter um filho surdo, eu percebi, iria me ensinar a ouvir.
Uma vez que comecei a ouvir, comecei a aprender. A pesquisa veio naturalmente – sou jornalista – e se tornou o meu mecanismo de enfrentamento. Através de livros, conferências e conversas com todos os especialistas possíveis, comecei a entender o poder do som – como a fala dos pais, dos cuidadores e dos professores molda a linguagem falada de uma criança; e então, como a linguagem falada de uma criança a ajuda a aprender a ler. Eu também vi e ouvi mais claramente os efeitos nocivos do alter ego do som, o barulho – a indesejada cacofonia do nosso mundo industrial, ou efeito amplificado de várias pessoas falando ao mesmo tempo, ou a música muito alta e invasiva.
O que mais me impressionou foi o que o som não importa muito para as crianças ouvintes, como meus dois filhos mais velhos. A partir do minuto em que nasce, cada experiência que uma criança tem está sendo gravada pelo seu cérebro. O som, ou a ausência dele, é parte desta experiência. Os neurônios fazem conexões uns com os outros, ou não; o sistema auditivo se desenvolve, ou não, baseado nessa experiência. O som é essencial para qualquer um que esteja aprendendo a falar e ouvir – e isso inclui todas as crianças ouvintes bem como as totalmente surdas e as que usam aparelhos auditivos e implantes cocleares, que enviam sinais sonoros diretamente para o nervo auditivo.
Antes que descobríssemos que o Alex não podia ouvir, ele estava usando todos os sinais visuais disponívels – sorrisos e caretas, mãos balançando, dedos apontando – para que seu mundo fizesse sentido. Por um tempo, ele compensou bem o suficiente para nos deixar achar que ele ouvia, mas não conseguiu mais uma vez que seus colegas começaram a falar.
Tanto a quantidade quanto a qualidade das palavras que as crianças ouvem em seus primeiros anos de vida afetam o desenvolvimento da sua linguagem. Com o passar do tempo, como as crianças vão tendo mais experiências auditivas, o processamento auditivo nos seus cérebros acelera e se torna mais eficiente. A repetição, o ritmo, a poesia, a música e até o Dr.Seuss ajudam as crianças a aprender a língua ao fazê-las ouvir por padrões. Essa prática de escuta em seguida forja as redes neurais necessárias para a leitura porque a capacidade de fazer com o que se ouve faça sentido e quebrar a fala em sílabas e fonemas é a base da leitura. Como uma criança reage ao som – o quão eficientemente seu cérebro processa o som – no primeiro dia do jardim de infância está relacionada com quantas palavras por minuto uma criança será capaz de ler na quarta série. Isso mostra que os problemas com o processamento do som são o cerne da maioria dos problemas de leitura. Por outro lado, crianças que lêem bem construíram fortes circuitos cerebrais que conectam audição, visão e linguagem.
É importante notar que se uma criança surda crescer usando a língua de sinais, ela não vai precisar do som porque seu mundo é visual. A língua de sinais, se for a primeira língua, se fixa no cérebro nas mesmas áreas em que a língua oral o faz naqueles que aprenderam a falar. Já a leitura é outra questão.Aqueles que têm a língua de sinais como primeira língua aprendem a ler no que para eles é considerado uma segunda língua e historicamente têm tido muito mais problemas com a leitura do que seus pares ouvintes.
Quando o Alex começou a frequentar a escola com seus irmãos ele estava usando aparelho auditivo num ouvido e implante coclear no outro. Descobriu-se que pequenas estratégias pensadas para melhorar o ambiente da sala de aula para ele beneficiaram a todos. Depois que ensinamos o Alex a educadamente pedir que seus colegas falassem mais alto ou repetissem algo, o ambiente ficou cheio de crianças fazendo o mesmo pois ninguém conseguia ouvir o que as crianças tímidas sussurravam. Nenhuma das crianças na classe dele da primeira série ouviu a tarefa de matemática porque o barulho do ar condicionado parecia uma batedeira. Trocar aquele velho aparelho ajudou 20 crianças, e não apenas uma. O mesmo valeu para os carpetes e cortinas e para a idéia de cobrir as pernas de metal das cadeiras. De acordo com a Acoustical Society of America, os níveis de ruído em muitas salas de aula são tão altos que aqueles com audição normal conseguem ouvir apenas 75% das palavras lidas de uma lista.
Outra coisa aconteceu. As necessidades do Alex sutilmente mudaram algumas dinâmicas do grupo, encorajando um novo nível de atenção. Ouvintes não precisam olhar quando alguém está falando para entender o que dizem, mas surdos precisam. Embora o AASI e o IC do Alex permitissem que ele ouvisse sem olhar, ele se beneficia de pistas visuais, e na sala dele foi dada uma lição de língua de sinais americana a respeito da necessidade de contato visual. A coisa mais bonita a respeito de olhar para alguém enquanto a pessoa fala é que, em vez de parecer que está prestando atenção, você provavelmente está prestando atenção.
Prestar atenção importa num nível mais profundo. A capacidade de prestar atenção nas crianças se desenvolve com o tempo, assim como a linguagem. E como a linguagem, a atenção seletiva – do tipo que as crianças precisam em sala de aula – é afetada pela experiência. Com a prática você se torna melhor. Neurocientistas provaram que quando as crianças prestam atenção elas aprendem. Focando em algo específico – uma voz por vez ou seu livro em vez de seu amigo – resulta em maior resposta do cérebro, medida pela atividade elétrica mesmo em crianças tão pequenas quanto as de três anos. Essa resposta maior ajuda a construir redes entre os neurônios e treina o cérebro para aprender.
O Alex está agora na sexta série na mesma escola. Eu não posso mudar a acústica da cafeteria, mas na sala de aula, todo início de ano tratamos de relembrar os professores dele para que parem e escutem. Nós os encorajamos a amplificar o som, por exemplo, lembrando-os de olhar para os alunos em vez de olhar para o quadro, e para diminuir o ruído mantendo as portas sempre fechadas.
Em casa, os meninos costumam fazer o dever de casa na mesa da cozinha enquanto eu faço o jantar e ocasionalmente entrei em cena para oferecer sugestões ou fazer perguntas – muitas vezes sem deixar o que estava fervendo no fogão. Não faço mais isso. Desligo o rádio e calo meus filhos mais velhos e então me sento próxima ao Alex (ou qualquer um dos meus filhos que precise de ajuda) e dou a ele minha atenção total. Ele aprende melhor e eu aprendo mais sobre ele. Gostaria de nunca ter feito isso de modo diferente do que tenho feito.
Fonte: TIME Magazine


SIMULADOR PARA OUVINTES ENTENDEREM A PERDA AUDITIVA!

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Olha que bacana essa iniciativa de uma marca de AASI: um simulador online para fazer com que nossos parentes/amigos/cônjuges façam uma idéia de como é que nós ouvimos com nossas perdas auditivas. Achei a iniciativa genial, porque muitas pessoas gostam de achar que temos ‘audição seletiva’, ou somos ‘distraídos’ ou, pior, que fingimos que não ouvimos.
Fonte:http://www.starkey.com/ 

Eventos/ Notícias Reserva Biológica terá guias para deficientes auditivos.

© Todos os direitos reservados. Foto:Luizmar Mozer
Os deficientes auditivos que visitarem a reserva Biológica (Rebio) União (RJ) terão em breve o auxílio de guias na Trilha Interpretativa Inclusiva. A Unidade de Conservação (UC), que recebe apenas visitantes com objetivo educacional, sediou e participou entre os dias 28 e 30 de janeiro do “1º Encontro de Organização do Curso de Formação de Guias Surdos para Interpretação Ambiental”.
O objetivo do primeiro encontro foi conhecer a Mata Atlântica por meio da Trilha Interpretativa Inclusiva da Rebio, conhecida como trilha do Pilão. Os técnicos do “Projeto Surdos”, vários deles deficientes auditivos, criarão um “Glossário de termos científicos em Libras” para interpretação ambiental. Posteriormente, será organizado um curso de formação de guias surdos locais para interpretação ambiental da trilha e um curso experimental para estudantes surdos do ensino médio da região, que poderão ter contato direto e dinâmico com a ciência.
O evento foi viabilizado por meio de uma parceria entre a UC, as secretarias de Meio Ambiente dos municípios onde a reserva está inserida – Rio das Ostras, Casimiro de Abreu e Macaé – e o Instituto de Bioquímica Médica (IbqMa), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que desenvolve desde 2005 o projeto “A inclusão do surdo na sociedade atual – Projeto Surdos”, coordenado pela bióloga Vivian Rumjanek.
Segundo Whitson José da Costa Junior, chefe da Reserva Biológica União, a trilha interpretativa inclusiva também vai contribuir com a integração das pessoas com deficiência à sociedade. “A iniciativa de trazer este projeto para a região é de aproximar dois mundos hoje distantes: o do deficiente auditivo e o da interpretação da natureza”, destacou Whitson. A previsão é de que a visita com guias para deficientes auditivos tenha início já no início do segundo semestre deste ano.
Participam do evento aproximadamente 20 pessoas, entre técnicos das secretarias do Ambiente de Macaé e de Rio das Ostras, da Secretaria de Meio Ambiente de Casimiro de Abreu, da Rebio União e do IBqM/ UFRJ.
Trilha Interpretativa Inclusiva
A trilha inclusiva, inédita na região, foi criada com o objetivo de incluir pessoas da região, que apresentam alguma deficiência, nas atividades de educação ambiental desenvolvidas na Reserva Biológica União. Para isso, foram realizadas obras que tornaram acessíveis as instalações do Centro de Vivências e a trilha interpretativa da UC e contratado um profissional que está responsável por levantar e visitar todas as instituições que trabalham com pessoas com deficiência da região da UC, divulgando a trilha inclusiva e incentivando-as a conhecê-la. Esse profissional também está capacitado para conduzir as pessoas com deficiência na trilha.
Todas essas ações foram possíveis a partir de uma parceria firmada entre Instituto Chico Mendes, Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA/RJ) e Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), que permitiu a execução do projeto “Reserva Biológica União: uma área natural protegida da Mata Atlântica acessível às pessoas com deficiência”.
Sob a gestão do ICMBio a reserva Biológica União está localizada na região das baixadas litorâneas do estado do Rio de Janeiro e tem como objetivo a proteção e conservação da Mata Atlântica de baixada e de encosta da região, habitat do endêmico e ameaçado mico-leão-dourado.
Fonte: ICMBio

Você sabia!!! Dilma Rousseff institui o Dia Nacional da Libras e o Dia dos Profissionais da Educação.

Dilma Rousseff institui o Dia Nacional da Libras e o Dia dos Profissionais da Educação
No dia 22 de dezembro, a presidenta Dilma Rousseff sancionou duas leis que criam datas comemorativas importantes no calendário brasileiro: o Dia Nacional dos Profissionais da Educação, a ser comemorado em 6 de agosto e instituído pela Lei Nº 13.054, e o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), que foi instituído pela Lei Nº 13.055 e será celebrado anualmente em 24 de abril.
Fonte: Ines
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
 
Institui o dia 6 de agosto como Dia Nacional dos Profissionais da Educação.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o  É instituído o Dia Nacional dos Profissionais da Educação, a ser comemorado, anualmente, em todo o território nacional, no dia 6 de agosto.
Art. 2o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 22 de dezembro de 2014; 193o da Independência e 126o da República.
DILMA ROUSSEFF
José Henrique Paim Fernandes
Este texto não substitui o publicado no DOU de 23.12.2014
Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
 
Institui o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS e dispõe sobre sua comemoração.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o  Fica instituído o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS a ser comemorado no dia 24 de abril de cada ano.
Art. 2o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 22 de dezembro de 2014; 193o da Independência e 126o da República.
DILMA ROUSSEFF
José Henrique Paim Fernandes
Este texto não substitui o publicado no DOU de 23.12.2014

App de Recife vence prêmio na ONU e começa a ganhar o mundo.

Aplicativo brasileiro que facilita a comunicação ganha prêmio na ONU
O aplicativo Livox, originalmente desenvolvido para facilitar a comunicação de uma criança com paralisia cerebral, vem sendo usado por pessoas com dificuldades diversas, como autismo, deficiência visual ou auditiva e vem conquistando adeptos em outros países.
O aplicativo possui uma inteligência que se adapta ao usuário. "Isso porque as capacidades motoras de quem o usa pode variar muito. Como interpretar um toque impreciso, ou outro que se arrasta pela tela?"
O aplicativo Livox, desenvolvido pelo pai de uma criança com paralisia cerebral, já foi traduzido para 25 idiomas e começa processo de internacionalização.

RECIFE – Desde que nasceu, há sete anos, Clara lida com as consequências de um erro médico que lhe causaram paralisia cerebral. Nesse curto período, ela fez muito. Foi a primeira brasileira a buscar tratamento com células-tronco na China, motivou a construção de uma clínica de fonoaudiologia e fisioterapia na capital pernambucana, e foi a razão da criação do aplicativo Livox, voltado para permitir que pessoas como ela possam se comunicar.
Carlos Pereira, pai de Clara, foi quem desenvolveu, em 2013, o app, premiado no início de fevereiro pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o desenvolvimento mais inclusivo do mundo, prêmio disputado pelo também recifense Colab.
“A Clara não fala, não anda, mas tem a inteligência normal. Ela é prisioneira do próprio corpo”, diz o pai, que estou programação Java por conta própria para construir o software. “Quando fui procurar um software de comunicação alternativa para ela, vi que nenhum prestava. Foi então que decidi fazer um, e decidi que faria o melhor, porque seria para Clara.”
O Livox é elaborado sobre um algoritmo que adapta o software ao usuário. Isso porque as capacidades motoras de quem o usa pode variar muito. Como interpretar um toque impreciso, ou outro que se arrasta pela tela? A “inteligência” dada à solução permitiu que ele pudesse ser usada por pessoas com dificuldades diversas, como autismo, deficiência visual ou auditiva.
O software reproduz em áudio textos digitados através de teclado virtual ou oferece a construção de orações como “Eu quero…” seguido de opções como “brincar”, “almoçar”, que, por sua vez, são sucedidos de botões com imagens e textos como “esconde-esconde” ou “macarrão”, respectivamente.
O software chamou atenção e passou a ser utilizado em diversas clínicas. “Isso ganhou proporções gigantescas. E chegam muitos relatos pra gente. Teve o caso de um menino que foi ver o Papai Noel e usou o Livox para, pela primeira vez, pedir um presente de Natal. A mãe dele chorou, tirou foto e mandou pra gente. Isso não tem preço.”
Em dezembro passado, a equipe do Livox, que hoje conta com 10 pessoas, parte delas dentro do Porto Digital, incluindo o sócio Paulo Henrique Rodrigues, ganhou um prêmio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) disputado por startups com soluções voltadas para a melhora de qualidade de vida.
Dois meses depois, viria a premiação da ONU em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que avaliou cerca de 20 mil aplicativos, de 178 países. O ocasião rendeu a Carlos e sua equipe a possibilidade de levar a solução de Recife para o mundo.
A internacionalização começa atendendo a um pedido da Liga Árabe, que já traduziu o Livox para o idioma e deve levar o software para todos os países da organização neste ano. A startup pernambucana tem ainda reuniões marcadas com os governos do Japão e da África do Sul, ambos interessados na aplicação. Hoje, o software já está disponível em 25 idiomas.
E por aqui? “No Brasil, o projeto já foi apresentado no Senado, mas a adoção do Livox parou no MEC, parece. Por enquanto, quem está de fato adquiriu e o está é a Prefeitura de Recife e o Hospital das Clinicas, em São Paulo.
Hoje, o aplicativo funciona apenas em tablets Android, mas deve se tornar compatível com Windows 8 e 10 (em computadores e tablets com tela touch) e iPad (iOS).
Fonte:blogs.estadao.com.br

Eventos/ Notícias

No próximo sábado, 28 de março, às 15h, o MAM, Museu de Arte Moderna de São Paulo, apresenta uma Narração de histórias contadas em Português e Libras, com Mirela Estelles e nossa professora, Amarílis Reto.
Atenção! A atividade é gratuita, mas com vagas limitadas!
Não perca!

Você conhece algum CODA?

Há algumas décadas, os filhos ouvintes de pais surdos eram referidos – em língua inglesa – por HCDPs (Hearing Children with Deaf Parents – Crianças Ouvintes com Pais Surdos). Nos anos 80, porém, o acrônimo Coda (Child of Deaf Adults) ganhou popularidade, sobretudo pela fundação da organização internacional Children of Deaf Adults, Inc (CODA) que, sediada nos EUA, dedica-se à promoção de temas relacionados às experiências de filhos ouvintes de pais surdos, mundo afora. Hoje, o termo coda, cunhado por Millie Brother, é empregado em diversos países, inclusive no Brasil e em Portugal. Alguns autores distinguem a palavra CODA (em maiúsculas) de coda (escrita com minúsculas): a primeira, por essa diferenciação, remete à organização CODA Inc.; a segunda, ao adjetivo usado para designar esses sujeitos específicos. Há ainda os que ressaltam a inicial maiúscula (Coda) para retratar indivíduos que reafirmam a experiência “CODA” (comumente bilíngues e “biculturais”). Outras várias palavras, comoSoda (Sibling of Deaf Adult – irmãos de surdos), Koda (Kid of Deaf Adult – usada para crianças pequenas, filhas de surdos) ou Goda (Grandchild of Deaf Adult – netos de surdos) são, por vezes, encontradas em textos sobre o assunto. Muitos Codas, como usuários nativos das línguas de sinais, dedicam-se ao trabalho como tradutores e intérpretes. Para conhecer a Children of Deaf Parents Inc., clique aqui. (Vale lembrar que acontecerá, de 19 a 21 de abril de 2013, o I Encontro Nacional de Codas, no Rio de Janeiro – veja aqui a divulgação ou acesse a página CODA Brasil, clique aqui)
Fontes:http://coda-international.org/
Créditos:culturasurda.net byHugo Eiji.
Coda
Créditos:culturasurda.net byHugo Eiji.