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domingo, 12 de janeiro de 2014

O QUE É SIGN WRITING ???

SignWriting (escrita gestual, ou escrita de sinais) é um sistema de escrita das línguas gestuais (no Brasil, línguas de sinais). SignWriting expressa os movimentos as forma das mãos, as marcas não-manuais e os pontos de articulação. Foi desenvolvida em 1974 por Valerie Sutton, uma dançarina, que havia, dois anos antes, desenvolvido a DanceWriting. Foi, então, na Dinamarca registada a primeira página de uma longa história: a criação de um sistema de escrita de línguas gestuais. Conforme os registos feitos pela Valerie Sutton na homepage do SignWriting, em 1974, a Universidade de Copenhaga solicitou a Sutton que registasse os gestos gravados em vídeo. As primeiras formas foram inspiradas no sistema escrito de danças.
Embora não tenha sido o primeiro sistema de escrita para línguas gestuais, a SignWriting foi a primeira que conseguiu representar adequadamente as expressões faciais e as nuances de postura do gestuante, ou a incluir informações como, por exemplo, se a frase é longa ou curta. É o único sistema que é usado em base regular, por exemplo, para publicar informações universitárias em ASL (American Sign Language).

Em 1977, o Dr. Judy Shepard-Kegl organizou o primeiro workshop sobre SignWriting para a Sociedade de Lingüística de New England, nos Estados Unidos. Nesse ano, o primeiro grupo de surdos adultos a aprender o sistema foi um grupo do Teatro Nacional de Surdos, em Connecticut. A primeira história escrita em SignWriting publicada foi: "Goldilocks and the three bears". Em 1978, as primeiras aulas em vídeo foram editadas. Em 1979, Valerie Sutton trabalhou com uma equipa do Instituto Técnico Nacional para Surdos, em Rochester, prestando assistência na elaboração de uma série de panfletos, chamados The Techinical Signs Manual, que usaram ilustrações em SignWriting.

Na década de 1980, Sutton apresentou um trabalho, no Simpósio Nacional em Pesquisa e Ensino da Língua de Sinais, intitulado Uma "Forma de analisar a ASL e qualquer outra língua gestual sem passar pela tradução da língua falada". Depois disso, SignWriting começou desenvolver-se cada vez mais. De um sistema escrito à mão,passou a um sistema possível de ser escrito no computador.

Através do computador, a SignWriting começou a tornar-se muito mais popular nos Estados Unidos. O sistema evoluiu ao longo dos anos, não mais tendo a forma como foi criado, em 1974.

Alfabeto em SignWriting:
Exemplos de SignWriting: 
 

Antigamente, usuários da língua gestual não tinham como escrever na sua própria língua. Isto quer dizer que para escrever usam o português escrito, a sua segunda língua. Nesta língua encontram muitas dificuldades de expressão. A produção escrita dos surdos é quase inexistente, limita-se a comunicações básicas efetuadas com dificuldade. Na leitura, por norma, mesmo depois de muitos anos de escolaridade, a compreensão é limitada. Com a SignWriting, existe a possibilidade de os Surdos escreverem no seu próprio idioma, sem terem de usar uma língua oral. Abaixo um mapa que mostra o uso do SignWriting por diversos países, inclusive no Brasil. O Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue - Deit-Libras, dos autores Fernando César Capovilla, Walkiria Duarte Raphael e Aline Cristina L. Maurício é uma importante publicação sobre o assunto no Brasil.



FONTE: Wikipedia, SignWriting.org

SINAIS...

Confira alguns sinais em Libras:



 
  
                     Letra "B"                          Triste

Em breve muito mais...

O QUE É LIBRAS?

Libras = Língua Brasileira de Sinais


Inicialmente, ao buscarmos entender o que é Libras, é necessário antes, esclarecer o que é a língua de sinais: 

A língua de sinais é também conhecida como língua gestual, pois tal é seu sentido literário. A mesma utiliza-se de gestos e sinais em substituição à língua que todos nós bem conhecemos em nossas comunicações: a língua de sons ou oral.

Falamos em “comunicação” e a língua de sinais possui exatamente esse sentido, ou seja, de ser o meio de um grupo de indivíduos poderem comunicar-se, pois é através dela que as pessoas surdas trocam comunicações entre si, e até mesmo com as pessoas que já aprenderam a interpretá-la. Aliás, isto vem ocorrendo de forma significativa.

Assim como existem várias línguas faladas no mundo, também existem várias línguas de sinais pelo mundo. De todas, a mais comum é a Língua de Sinais Americana (ASL – American Sign Language). Muitas línguas de sinais já receberam reconhecimento de governos em muitos países. Chamamos isso de reconhecimento oficial.


Exemplo de sinal em Libras: frio.
Repare no uso da expressão facial.


O que ocorre na língua de sinais é que muitas pessoas criaram mitos sobre ela e que devem ser desfeitos de uma vez por todas:

É universal?  Não, isto é, ela não é igual em todo o mundo. Cada país tem sua própria língua de sinais, tal como temos nossa própria língua falada. Apesar disso, pode ocorrer de pessoas utilizando códigos diferentes possam entender-se ao menos no mínimo necessário, tal como conseguimos, sem falar outra língua.

Vejam algumas siglas:

LibrasLíngua Brasileira de Sinais
LGP Língua Gestual Portuguesa
SLNSign Language of Netherlands
ASLAmerican Sign Language
LSALengua de Señas Argentina
BSLBritish Sign Language
LSCHLengua de Señas Chilena
LSFLangue des Signes Française


Muitos acham até que, por se tratar de comunicação por gestos, ela deveria ser igual para todos os surdos. Outros acham que a comunidade surda do mundo, por ser pequena, deveria fazer uso de apenas uma língua de sinais, até mesmo, por se tratar de uma linguagem icônica (representativa). Vejamos por que não é assim:

Primeiro que a língua de sinais não é baseada em gestos ou mímicas, trata-se de uma língua natural, com léxico (léxico é todo o conjunto de palavras que as pessoas de uma determinada língua têm à sua disposição para expressar-se, oralmente ou por escrito) e gramática próprios.

Segundo que cada comunidade de surdos desenvolveu a sua própria língua de sinais, tal como cada povo desenvolveu sua língua oral. Isso demandou muito tempo. Como num país pode haver mais de uma língua, há países que contam com mais de uma língua de sinais.

A língua de sinais se difere das línguas orais-auditivas, uma vez que elas se realizam pelo canal visual e da utilização do espaço, por expressões faciais e até movimentos gestuais perceptíveis pela visão. Note-se aqui que a língua de sinais não faz apenas uso de gestos.

A língua de sinais é um legítimo sistema linguístico, inclusive estudada pelos Linguistas, pois atende eficazmente às necessidades de comunicação entre os indivíduos surdos, os quais são capazes de expressarem qualquer assunto de seu interesse ou conhecimento.

Libras:

Libras, abreviação de Língua Brasileira de Sinais. Libras é usada pela comunidade de surdos no Brasil e já foi reconhecida pela Lei, ou seja, é uma língua oficial, tal como nossa língua falada. Estão garantidas pelo poder público, formas institucionalizadas de apoio para o uso e a difusão da Libras como meio de comunicação nas comunidades surdas, inclusive o sistema educacional federal, estadual e municipal devem garantir a inclusão do ensino da Libras nos cursos de formação de Educação Especial,  Fonoaudiologia e Magistério, tanto nos níveis médio como no superior.

Libras é uma língua derivada da língua de sinais autóctone (que é natural da região onde ocorre), ou seja, do Brasil, e também da língua gestual francesa. Daí sua semelhança com línguas de sinais da Europa e da América. Como citado anteriormente, a Libras não é uma língua de gestos representando a língua portuguesa, e sim uma autêntica língua de nosso país.

Semelhante à língua oral que é composta por fonemas (qualquer dos traços distintivos de um som da fala, capaz de diferençar uma palavra de outra), a Libras também possui níveis linguísticos como fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. E as semelhanças não param por aí: na língua de sinais também existem itens lexicais, os quais se chamam de sinais. Motivo pelo qual é considerada uma autêntica língua. O que é denominado de palavra (item lexical), na língua oral-auditiva, na língua de sinais são denominados de sinais. O diferencial da língua de sinais das demais línguas é a sua modalidade visual-espacial.

Vamos elucidar o que isso significa: É que os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo (ou no espaço) onde esses sinais são realizados.  Por exemplo, a mesma formação das mãos, porém em lugar diferente no espaço ou do corpo adquire outro sentido, isto é, significa uma outra palavra. Há ainda de considerar que tal como a língua oral possui significados diferentes para a mesma palavra em regiões diferentes do Brasil, na Libras isso também ocorre.

Conclui-se que não basta apenas saber os sinais, mas sim sua gramática,  para que se possa combinar as frases e estabelecer a comunicação.

domingo, 10 de março de 2013

PARA REFLETIR....

Todos os dias, acordamos, lavamos o rosto, tomamos nosso café da manhã e saímos para trabalhar. Ao lavarmos o rosto, o barulho da água saindo pela torneira nos anima para começar o dia. Na cozinha, a torradeira apita e nos avisa que a torrada está pronta. No caminho para o trabalho, o som dos automóveis nos orienta para atravessarmos a rua.


Mas... e se você não pudesse ouvir? Não se animaria para trabalhar, queimaria a torrada e não conseguiria atravessar a rua?

Você sabe de quem estamos falando? Sim, estamos nos referindo às pessoas surdas. Pessoas que não fazem de sua condição um limite para alcançar seus objetivos e sim uma ponte para descobrir novas fronteiras, novas formas de ver e viver o mundo.

O mundo do surdo é especial e diferente. É um mundo cercado de luz, cores, movimento, expressões de tristeza e alegria e tudo o que se pode captar com os olhos.

(...)

Algumas características atribuídas às pessoas surdas como agressividade, falta de educação, egocentrismo, isolamento, timidez, na maioria dos casos, trata-se de um único problema: falta de comunicação. Alguém que não entende e que não é capaz de se fazer entender pode desenvolver atitudes radicais, que, muitas vezes, são incompreendidas pela sociedade e pela própria família. Perdendo o referencial familiar e da sociedade, de uma forma geral, o surdo perde a noção de seu espaço e de sua função no mundo, sentindo-se inútil e um fardo a ser carregado.

(...)

                                                                                                           Casa da cultura do Silêncio   

sábado, 19 de maio de 2012

Greve Dos Professores em Busca de seus direitos:Lei do Piso.

A diretora do Sinte-SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina) Tânia Sagaça garantiu na manhã de terça-feira ao NDonline que a greve de professores estaduais convocada para quarta-feira (18) está mantida. Desde segunda-feira (16), os professores se mobilizam dando apenas três horas de aula.amobiA mobilização deve começar às 14h na frente da Catedral metropolitana, em Florianópolis. O sindicato informou que espera adesão de 70% da categoria.
Nova reunião entre o sindicato e gestores do governo foi realizada na manhã desta terça-feira, mas não houve acordo. Segundo Tânia, porém, qualquer que tivesse sido o resultado deste encontro, a decisão da assembleia da categoria é soberana, e a greve estaria mantida.
A categoria pressiona o governador Raimundo Colombo para a implantação do piso salarial nacional no Estado, aprovado como lei pelo Supremo Tribunal Federal em 2009. Os professores catarinenses recebem mensalmente hoje R$ 609,46. O piso nacional definido pelo Mec (Ministério da Educação) é de R$ 1.187,08, mas o Sinte-SC reivindica o piso com reajuste retroativo aos dois anos, que chega a R$ 1.597,87.
A greve foi definida em assembleia no dia 11 em Florianopolis. Depois da reunião, no CentroSul, os professores saíram em passeata pelas ruas do Centro da cidade, causando confusão no trânsito.

Novidades para vocês....



Pessoal o Novo Deit-Libras é uma extensão e um desdobramento do único e pioneiro Dicionário da Língua de Sinais Brasileira (Libras), livro ganhador do Prêmio Jabuti 2002 na categoria de Educação e Psicologia. Esta nova versão, atualizada conforme o novo acordo ortográfico, baseia-se no paradigma de linguística e neurociências cognitivas, que fomenta o engajamento compreensivo e a articulação de processamento pelos hemisférios esquerdo e direito, além do cerebelo. O dicionário apresenta o dobro de sinais em relação à versão anterior: são 14 mil verbetes em português que correspondem aos 9.828 sinais de Libras e 56 mil verbetes em inglês, correspondentes aos verbetes em português. A obra também apresenta a classificação gramatical dos verbetes, descrição escrita da forma e do significado dos sinais, exemplos de uso e ilustrações gráficas dos verbetes. Os leitores ainda podem contar com a ajuda de um índice semântico que agrupa os verbetes em temas. Seu valor ainda continua alto, em torno de uns 500,00 rs.Mas vale a pena muito bom.
Título: Novo Deit-Libras - Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue (2 vols.)
Subtítulo: Língua de Sinais Brasileira (Libras) - Português / Inglês / Libras
Autor: Aline Cristina L. Mauricio, Fernando César CapovillaWalkiria Duarte Raphael
Editora: Edusp
Edição: 1
Ano: 2010
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 2460 página.